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O que é mancha mongólica e o que ela significa



Bebês com ascendência asiática possuem 81% de chances de apresentarem este tipo de mancha, enquanto que os descendentes de negros, 96%

Você já prestou atenção na bundinha ou na região das costas do seu bebê e acabou se assustando com a presença de uma mancha azul acinzentada ou de coloração acastanhada, parecida com um hematoma? Caso a resposta for positiva, não precisa se espantar: estamos falando da mancha mongólica, uma alteração comum e benigna que acontece em recém-nascidos — tanto meninas, quanto meninos — que, na maioria das vezes, são descendentes de negros e asiáticos.

Não à toa os bebês com ascendência asiática possuem 81% de chances de apresentarem este tipo de mancha. O nome, mancha mongólica, faz menção aos mongóis, um grupo étnico que habitava a região da Ásia Central. Já os bebês afrodescendentes, pelo alto nível de melanina na pele, têm 96% de chances de apresentá-las. Apesar das regiões da lombar e do bumbum serem as mais comuns, há registros de outros lugares em que a mancha pode aparecer, como a barriga, os ombros e até as perninhas.

Isso acontece porque, em determinada região, os melanócitos – células que possuem melanina, pigmento responsável por dar a cor para a nossa pele – se acumulam de forma irregular. Não há regra para o desaparecimento da mancha, mas os especialistas afirmam que, na maioria dos casos, ela vai diminuindo gradualmente até a criança completar o primeiro ano de vida. Em alguns casos, a mancha apenas desaparece completamente na fase adulta.

Apesar de benigna, é importante que o diagnóstico da mancha mongólica seja feito o mais rápido possível. Isso porque a hiperpigmentação também é um dos sintomas de uma doença genética chamada hiperplasia adrenal, caracterizada por um mau funcionamento das glândulas adrenais, localizadas acima dos rins, responsáveis pela produção de dois hormônios importantes: o cortisol e a aldosterona. Uma das formas de descobrir se o seu bebê possui a doença é por meio do exame de triagem neonatal, também conhecido como teste do pezinho.

Referências bibliográficas

“Alterações cutâneas fisiológicas e transitórias do recém-nascido” – Nascer e Crescer – Revista do hospital de crianças Maria Pia – 2009.
“Dermatoses neonatais de importância clínica: notificação no prontuário do recém-nascido” – Jornal de Pediatria – 1999.
“Frequência de mancha mongólica em neonatos nascidos em hospitais escola na cidade de Porto Alegre” – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – 2012.

FONTE: http://www.danonebaby.com.br